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"Eis aqui, quase cume da cabeça De Europa toda, o Reino Lusitano, Onde a terra se acaba e o mar começa."
"Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram; Cale-se de Alexandro e de Trajano A fama das vitórias que tiveram; Que eu canto o peito ilustre Lusitano, A quem Neptuno e Marte obedeceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta."

Os Lusíadas, usually translated as The Lusiads, is a Portuguese epic poem written by Luís Vaz de Camões and first published in 1572. It is widely regarded as the most important work of Portuguese-language literature and is frequently compared to Virgil's Aeneid. The work celebrates the discovery of a sea route to India by the Portuguese explorer Vasco da Gama (1469–1524). The ten cantos of the poe
"Eis aqui, quase cume da cabeça De Europa toda, o Reino Lusitano, Onde a terra se acaba e o mar começa."
"Sem vergonha o não digo, que a razão De algum não ser por versos excelente, É não se ver prezado o verso e rima, Porque quem não sabe arte, não na estima."
"Queimou o sagrado templo de Diana, Do subtil Tesifónio fabricado, Heróstrato, por ser da gente humana Conhecido no mundo e nomeado: Se também com tais obras nos engana O desejo de um nome avantajado, Mais razão há que queira eterna glória Quem faz obras tão dignas de memória."
"Da Lua os claros raios rutilavam Pelas argênteas ondas Neptuninas, As estrelas os Céus acompanhavam, Qual campo revestido de boninas; Os furiosos ventos repousavam Pelas covas escuras peregrinas. Porém da armada a gente vigiava, Como por longo tempo costumava."
"Onde reina a malícia, está o receio Que a faz imaginar no peito alheio."
"Cantando espalharei por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho e arte."